TELENIMA inaugura novas instalações em março de 2014

Os varões de ferro apontados ao céu, que é comum encontrar no topo dos edifícios de muitas localidades gregas na vez dos telhados convencionais, tornaram-se numa imagem de amarga ironia nos últimos anos. “Significam que os proprietários dessas casas esperam poupar dinheiro para um dia acrescentarem mais um andar à sua habitação. Vender está fora de questão porque nesta altura a propriedade imobiliária perdeu o seu valor e porque, precisamente numa altura particularmente sensível em termos de solvabilidade financeira, ninguém, no seu perfeito juízo, quer comprar para desembolsar impostos altíssimos todos os anos. Esta é a caricatura daquilo que acontece, em geral e a nível europeu, a montante do sector negocial. O retrato português repousa numa moldura económica igualmente dissuasora” sintetiza Laetitea.

A realidade com que se debatem os gregos ou os portugueses após alguns anos de intervenção da Troika, incapaz de assegurar a celeridade preconizada no âmbito do crescimento, inclui a agilização de diversas iniciativas (e leis) aparentemente inoperantes. Em boa verdade, para quem está habituado a grandes puzzles financeiros, o recurso ao FMI tem vindo a gerar tanta expectativa como descrença. De acordo com as previsões manifestas na publicação «A Televisão em 2013» de Laetitea, 2014/2015 significa a viragem e/ou a aceleração para muitos produtos e projetos gestantes. A TELENIMA insere-se nesta ordem. O recente e assenhoreado desenvolvimento das novas instalações, situadas no Estoril, bem como a movimentação diária sinalizam novidades para a TELENIMA, em Portugal. Desta feita, apesar da situação económica adversa que o país atravessa, a empresa, em fase beta, está em vias de iniciar uma nova etapa. Todavia, a inauguração do novo espaço físico – em preparação – está agendada para meados de março.

TELENIMA - instalações no Estoril

Apreciando a vista sobre a designada “secção de visionamento” (já totalmente equipada com tecnologia de topo) – obtida da sala geral – a fundadora e diretora da TELENIMA volta à realidade grega para lembrar que, em 2014, lá, como cá, apesar das fragilidades sociais, a recuperação económica terá sempre de passar pelo reconhecimento da qualidade. Em relação ao mercado audiovisual, acrescenta, cáustica: “A subida aguerrida de impostos, que até foi relativamente fácil de impor na Grécia e em Portugal, tornou-se, com o agravar da crise, uma exigência insuportável. O tema da excessiva taxação do sector é um problema que afeta vários Estados intervencionados pela Troika, em especial os países do sul da Europa. De qualquer forma, há alguns anos fiz questão de deixar claro em diversas ocasiões cá, em Portugal, como em França, que a situação do audiovisual antes da crise não poderia continuar como estava, fosse pela bolha produtiva, nuns casos, ou devido aos excessivos défices de inovação, noutros. Mais tarde ou mais cedo teríamos de nos haver que este problema (indolente). Digamos que a crise evidenciou a sintomatologia. Entretanto, a nível geral, este abalo culminou num processo seletivo que eu considero tardio“.

LaetiteaDesvalorizando qualquer efeito negativo (ou positivo) que as eleições alemãs possam ter para a zona euro, acrescenta, mantendo uma convicção inabalável no futuro: “Independentemente do terceiro mandato de Merkel, estou confiante porque sei que a história nunca se repete. Um país como Portugal, com ou sem  programas cautelares ou segundo resgates,  tem de ser capaz de impor a sua própria cartada, porque ela existe, e esta não pode, nem deve, continuar manuseada em bicos de pés ou a reboque de conceitos como o research. Mais do que convencer a Troika, o importante é apostar honestamente na qualidade e convencer os mercados. Acresce que Portugal têm de abandonar velhos hábitos e ganhar novos. Quando cheguei a Portugal, em 1999, deparei-me com uma característica – peculiar – patológica que julgo ser a pior ameaça interna de sempre nos países pequenos. Quem procura honorificar o nosso mercado, granjeando méritos, créditos e valores, tem de enfrentar a insolência das sabotagens. Isso entristece-me bastante porque, para além de desonrar e envergonhar a etimologia e os credos do sector, esta mise-en-scène de alveneiros não acarreta nenhum benefício quer a nível profissional como pessoal, quer nacional. Neste sentido, a crise veio sacudir violentamente o capote. Resumidamente, a premissa europeia  ilustra perfeitamente o conto dos «Três Porquinhos», isto é, as estruturas pouco inteligentes são erguidas com palha.  Para Portugal, e não só, a agenda 2014-2020 deverá prosseguir na regeneração dos valores, nomeadamente em termos de transparência e de mentalidade“.

Laetitea conclui: “Como há momentos onde simplesmente não se pode falhar, há empresas onde simplesmente nada falha! O formato (vanguardista) TELENIMA funciona nestes termos. Fugindo daquela previsibilidade típica dos grandes empreendimentos, tudo nele é cirúrgico, num processo gradual que gira discreta e calmamente à margem dos impulsores habituais e sem ceder à pressão dos lóbis da indústria. A utilização e renovação constante de equipamentos, onde algumas marcas são o garante de eficiência e qualidade, bem como a preocupação na formação contínua e atualização de quadros técnicos permite ter os profissionais mais dinâmicos, competentes e versáteis nas vastas atividades em televisão ou cinema. De facto, apesar do projeto TELENIMA não passar de um micro e discreto gerador de produtos e serviços de extrema qualidade e nele se afirmar o propósito da irreverência, os encargos são igualmente elevadíssimos. Demasiado elevados para se perder em estandartes inúteis. Quem se esforça e faz prova de competência, nesta indústria como em qualquer outra, sabe que pode economizar nos foguetes; as grandes e nobres empresas ou marcas – habituadas à fauna – têm a vantagem de desenvolver um faro cada vez mais apurado e quando procuram qualidade sabem onde esta se aninha (confiante, segura e serena)“.

Atendendo às origens da diretora, é muito provável que esta start-up seja fortemente orientada, apontando sólidos focos sediados em França. Contudo, igualmente com base nos princípios demonstrados no desempenho da sua atividade profissional principal, a internacionalização destas metas não fará seguramente descurar os compromissos nacionais. Para já, o objectivo permite expandir produtos e serviços geograficamente ou em termos de segmento, mesmo dentro do nosso país. O espaço físico é inaugurado em março deste ano.

Nesta publicação são reproduzidas, na íntegra, declarações proferidas por Laetitea no dia 6 de janeiro de 2014 (por ocasião de um evento decorrido neste local). Mais revelações acerca da TELENIMA no blog pessoal da realizadora/produtora.
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